segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Portugueses emigram

Os portugueses emigram para fugirem à miséria e falta de trabalho que existia nos campos e que as cidades não conseguem absorver. Nas regiões, como o Douro, Minho, as ilhas da Madeira e Açores, onde é mais notório o excesso de mão-de-obra, a emigração surge como o recurso por excelência para resolver a falta de trabalho na agricultura e pescas.
Muitos milhares foram forçados, para sobreviverem a espalharem-se por todo o mundo. No século XX, as perseguições políticas que ocorreram entre 1926 e 1974, a que se juntou entre 1961-1974 a fuga de centenas de milhares de jovens ao serviço militar ajudaram a engrossar este caudal emigratório.
Na Europa, esta alteração só ocorreu nos países mais industrializados após a 2ª. Guerra Mundial (1939-1945). Devastados pela guerra a partir de meados dos anos 50 registam permanentes necessidades de mão-de-obra estrangeira.
Contudo, os países mais industrializados da Europa, EUA, Canadá ou a Austrália que recorrem até aos anos 70/80 do século XX à mão-de-obra dos países europeus menos industrializados (Itália, Espanha, Portugal, Grécia, etc), à medida que estes se desenvolveram deixaram de ser exportadores de mão-de-obra e passaram a ter também necessidades de mão-de-obra estrangeira e em vez de sair da Europa para o resto do mundo, passou a vir do resto do mundo para a Europa.

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