quarta-feira, 18 de novembro de 2009

O efeito Doppler nas estradas


Muitas são as utilizações das ondas electromagnéticas e, entre elas, poderíamos citar os radares.
O princípio de funcionamento desses aparelhos é basicamente o mesmo em todos os casos. Emite-se uma onda electromagnética, normalmente de rádio (da ordem de alguns megahertz até alguns milhares de megahertz), que atinge algum objecto, em que é reflectida e recapturada pelo receptor do radar.
Conforme afirmou o físico austríaco Johann Christian Doppler, se a fonte de ondas e o receptor dessas ondas (no nosso caso, objecto reflectindo ondas, e o radar recebendo-as) estiverem a aproximar-se, o receptor perceberá uma frequência maior devido ao movimento da fonte. Porém, se fonte e receptor estiverem  afastando-se, a recepção percebe um decréscimo na frequência.
Um dos radares muito conhecidos por nós é o de sinal contínuo, ou melhor, do tipo Doppler,ou seja os radares de estrada utilizados pela Polícia. O aparelho emite uma frequência de maneira contínua e constante. Se o automóvel em questão estiver em movimento em direcção à fonte, o receptor do radar identificará um aumento na frequência. A diferença entre as frequências emitidas e reflectidas será traduzida pelo descodificador no radar como um valor de velocidade. Esse tipo de radar também funciona quando o móvel se afasta. Novamente o que está em jogo é a diferença entre as frequências de emissão e de recepção.
Fica fácil perceber que, quanto maior a diferença entre os sinais emitidos e recebidos pelo radar, maior será a velocidade do móvel. Digamos que a multa é directamente proporcional a essa diferença. Quanto maior for essa diferença, maior poderá ser a multa por excesso de velocidade.

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