Após a leitura do poema de António Gedeão,”Lágrima de preta”, fizemos um pequeno debate sobre o poema e sobre os preconceitos em geral. O poema fala-nos sobre uma lágrima de uma pessoa preta, que após ser analisada cuidadosamente, chega-se à brilhante conclusão de que é igual a qualquer outra de um ser humano branco. Durante os debates feitos por mim e pelos meus colegas, foram expostas várias situações relativas a preconceitos.Na minha vida profissional têm surgido várias situações deste género:
Uma situação que se passou comigo e com umas pessoas de raça cigana, em que sempre que vendo e ou reparo electrodomésticos vou constituindo um monte de ferro velho para a sucata e quando já tenho o bastante chamo-os para lhes dar essa sucata, o que no final era bom para ambas as partes, pois nem eu lhes cobrava nada e por sua vez eles faziam-me um favor, retiravam a sucata da porta de minha casa.
Mas algum tempo atrás, fui notificado para pagar uma multa sem culpa nenhuma, isto, por terem umas fotos de lixo, supostamente meu, pois tinha nalgumas caixas a minha morada e como tal sem nenhum tipo de investigação foi logo deduzido que fui eu o causador daquela pouca vergonha, mas o que é que se pode esperar desta situação???
Conclusão, fui aconselhado pelo meu advogado que deveria chamar o pessoal camarário para lhes entregar a dita sucata e as caixas de cartão, plásticos, esferovite, etc. E como tal, os indivíduos de raça cigana acusaram-me de preconceituoso e de racista, pois não lhes queria dar a dita sucata…
Mas o pior disto tudo é que eu chamo o pessoal camarário para levarem a dita sucata, e depois deles a descarregarem na lixeira vão por detrás os ciganos retirarem aquilo que lhes adita… engraçado este nosso país!!!




