segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Ciclo do azoto

Fig. Ciclo do azoto
O material que forma o horizonte O, de um solo está sujeito a uma série de alterações devidas a factores climáticos como a chuva, a neve, o vento, etc., a alterações químicas como a acção do ar, a água, luz solar, natureza química do próprio solo, etc., acções enzimáticas e ainda a acção exercida pelo próprio solo.
A matéria orgânica que existe no solo sofre uma transformação em compostos cada vez mais simples – mineralização, mas ao mesmo tempo originam-se compostos coloidais mais ou menos estáveis e resistentes à decomposição – humificação.
As bactérias e os fungos são organismos que contribuem para a humificação e incluem organismos fixadores de azoto e organismos que actuam na transformação do amoníaco em nitritos e nitratos – nitrificação.
A obtenção de azoto é de extrema importância para os seres vivos, uma vez que este elemento é um dos componentes necessários para a biossíntese dos aminoácidos e, consequentemente, das proteínas.
O azoto (N) entra na constituição da clorofila, das proteínas e aminoácidos, entre outros produtos do metabolismo celular.
A falta de azoto provoca o aspecto clorótico (amarelo) na planta. O azoto é introduzido nos solos através de detritos orgânicos, água das chuvas ou de estrumes.
Embora o azoto exista na forma, molecular na atmosfera (N2), a maior parte dos seres vivos não têm a capacidade de o utilizar neste estado. As plantas necessitam que o azoto se encontre na forma de amónia (NH3) ou nitrato (NO3-), para o poderem assimilar, e os animais obtêm-no ingerido proteínas vegetais ou animais. No entanto, existem microrganismos que têm a capacidade de fixar azoto atmosférico, ou seja, convertem o azoto atmosférico (N2) em amónia (NH3).

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