Tanta ganância leva-o a desprezar os demais, acentuando cada vez mais o fosso entre ricos e pobres. Não há dúvida que nem todos os seres são assim, pois se assim fosse nem quero imaginar em que mundo vivíamos. Esta desigualdade tem-se acentuado mais nas últimas décadas, em que cada vez mais os nossos governantes tudo fazem para olharem pelas vidas, mas as deles, pois as vidas dos outros continuam a ficar bem lá no fundo. Na minha opinião a situação em que vivemos actualmente a eles lhes devemos. Se estivermos com atenção observamos que todos os políticos e aqueles apelidados de “iluminados” todos falam bem e dizem muitas verdades, mas só quando não estão no poder, porque quando estão o que nos é apresentado na realidade é outra bem diferente. Embora os países ricos sejam os mais afectados com esta crise também é bem verdade que os mais pobres irão viver cada vez mais miseravelmente e em condições cada vez mais desumanas. A realidade é que o financiamento aos países pobres vai acabar, o que levará milhões à pobreza, e isso pode levar a uma ameaça às democracias, a conflitos, pode inclusivamente acabar em guerras. Esta situação, em que nos encontramos também se deve à população em geral, pois estavam todos a viver acima das suas posses. Mas a verdade é que são muitas as situações responsáveis por esta crise, nomeadamente, os grandes grupos financeiros mundiais, grandes multinacionais, a especulação financeira, o capitalismo desenfreado na perspectiva de mais e maiores lucros, enfim são tantos os responsáveis por esta crise em que nos encontramos actualmente. 
A minha perspectiva para um futuro melhor é muito negativa, quando especialistas falam que esta crise ainda vai durar pelos menos mais dois anos, o que penso é que será o dobro ou mais… mas se nada fizermos pior será. Por isso penso que deveriam ser tomadas medidas governamentais a nível mundial para regulamentação dos mercados financeiros, haver uma justa repartição da riqueza, haver uma redução de gastos que são excessivos em determinados níveis de gestão designadamente das grandes multinacionais e dos bancos, que, aos níveis actuais conduzirão a disparidades incomportáveis social e economicamente. Individualmente a intervenção possível seria certamente redutora. A minha intervenção poderá ser enquadrada no âmbito de uma intervenção social básica que norteia a minha conduta como a preocupação com os outros mais desfavorecidos. O voluntariado assume principal relevância neste período de crise. Mas uma das coisas mais simples que cada pessoa poderia fazer e que não custa nada, era fazer um boicote ás grandes multinacionais que se aproveitam dos países mais pobres à busca de mão-de-obra barata, na perspectiva de mais e maiores lucros.
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